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Gestão Operacional

Tipos de Fluxograma: Guia Completo com Exemplos Práticos

Eduardo Fernandes

Eduardo Fernandes

16 min de leitura
Tipos de Fluxograma: Guia Completo com Exemplos Práticos

Resumo executivo: Os 9 tipos de fluxograma mais usados em gestão, com simbologia padrão, exemplos visuais por tipo, tabela comparativa de quando usar cada um e como aplicar fluxogramas na padronização de processos em operações com múltiplas unidades. Inclui quiz interativo para descobrir qual fluxograma usar no seu caso.

SULTS
98 bi
estimativa do mercado global de software de gestão de processos em 2025 (USD)
Mordor Intelligence, 2025
73%
das empresas com processos documentados reportam melhor produtividade
McKinsey, 2024
5x
mais rápido: tempo de onboarding com processos visuais vs. manuais em texto
Deloitte, 2023

Fluxogramas são a forma mais eficiente de tornar processos visíveis. Em vez de manuais extensos que ninguém lê, um fluxograma bem construído comunica em segundos o que levaria páginas para descrever. É por isso que, desde a engenharia industrial dos anos 1920 até a gestão operacional de 2026, fluxogramas continuam sendo a ferramenta mais usada para documentar, analisar e padronizar processos.

O problema é que “fluxograma” não é uma coisa só. Existem tipos diferentes, cada um otimizado para um objetivo específico. Usar o tipo errado gera confusão em vez de clareza. Este guia apresenta os 9 tipos mais relevantes para gestão empresarial, com exemplos visuais, simbologia padrão e um comparativo que ajuda a escolher o certo para cada situação.

1. O que é fluxograma e por que ele é essencial

Um fluxograma é uma representação gráfica de um processo, algoritmo ou fluxo de trabalho. Utiliza símbolos padronizados (retângulos, losangos, setas, ovais) para ilustrar a sequência de etapas, decisões e resultados de uma operação.

O conceito foi introduzido por Frank Gilbreth em 1921 na American Society of Mechanical Engineers (ASME). Em 1947, a ASME adotou os símbolos como padrão. Nos anos 1960, o ANSI (American National Standards Institute) definiu a simbologia que usamos até hoje, adotada internacionalmente pela ISO 5807 em 1985.

Simbologia padrão (ISO 5807 / ANSI)

SIMBOLOGIA PADRÃO DE FLUXOGRAMAS Início / FimTerminal: marcainício ou fim do processo ProcessoAção ou atividadea ser executada DecisãoSim/Não ou condiçãoque ramifica o fluxo DadosEntrada ou saídade informação DocumentoRelatório, formulárioou registro gerado SetaDireção do fluxoentre etapas

Figura 1 — Simbologia padrão de fluxogramas (ISO 5807 / ANSI). Esses 6 símbolos cobrem a maioria dos fluxogramas empresariais.

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2. Os 9 tipos de fluxograma e quando usar cada um

Cada tipo de fluxograma é otimizado para um objetivo. Escolher o errado gera complexidade desnecessária ou omite informações críticas. Conheça os 9 tipos mais usados em gestão empresarial:

1
Fluxograma de Processo (PFD)
O mais usado em gestão
Início Receberpedido EstoqueOK? Sim Separar eembalar Enviar Não Repor estoque

Representa a sequência linear de atividades de um processo, do início ao fim. Mostra cada etapa, decisão e resultado em ordem cronológica. É o tipo mais intuitivo e o mais adotado em empresas.

Quando usar: mapeamento de processos operacionais, SOPs, onboarding, auditoria de qualidade, documentação ISO.

Exemplo: processo de abertura de uma loja, fluxo de atendimento ao cliente, rotina de fechamento de caixa.

OperacionalSOPsISO
2
Fluxograma de Decisão
Para processos com ramificações
Chamado recebido Urgente? Não Fila padrão Sim ClienteVIP? Não Fila prioritária Sim Escalação direta

Foca nos pontos de decisão (sim/não, aprovado/reprovado) que determinam caminhos diferentes no processo. Usa intensamente o losango (símbolo de decisão) e mostra claramente as consequências de cada escolha.

Quando usar: processos com múltiplas condições, aprovações, triagem, diagnóstico de falhas, regras de negócio.

Exemplo: triagem de chamados de suporte, aprovação de crédito, decisão de compra de insumos.

AprovaçõesTriagemRegras de negócio
3
Fluxograma Funcional (Swimlane)
Para processos entre áreas ou equipes
Solicitante Compras Financeiro Criar requisição Cotar fornecedor Emitir OC Aprovar pgto Pagar NF

Organiza as etapas em raias (lanes) horizontais ou verticais, cada uma representando uma área, equipe ou responsável. Mostra claramente quem faz o que em cada etapa e onde acontecem as transferências de responsabilidade.

Quando usar: processos que envolvem múltiplos departamentos, identificação de gargalos entre áreas, definição de responsabilidades.

Exemplo: processo de contratação (RH + gestor + TI), fluxo de compras (solicitante + compras + financeiro + fornecedor).

MultidepartamentalResponsabilidadesHandoffs
4
Diagrama de Blocos
Visão macro de sistemas
VendasCRM + Pedidos OperaçãoProdução + Logística FinanceiroFaturamento + DRE GestãoDashboards + KPIs Plataforma integrada (ERP / SULTS)

Representação simplificada que usa blocos para mostrar os grandes componentes de um sistema e como se conectam. Não detalha etapas individuais. Serve para comunicar a arquitetura geral de um processo ou operação.

Quando usar: apresentações para liderança, visão geral de operações, planejamento estratégico, comunicação entre áreas.

Exemplo: arquitetura de um sistema de gestão, visão macro da cadeia de suprimentos.

Visão geralEstratégicoApresentações
5
Fluxograma de Dados (DFD)
Como a informação circula
Cliente(entidade externa) Pedido Processarpedido Dados do pedido BD Pedidos Consulta Gerarrelatório Confirmação Estoque

Mostra como dados entram, são processados e saem de um sistema. Foca no fluxo de informação, não em ações humanas. Muito usado em TI, mas também em contabilidade, logística e processos documentais.

Quando usar: modelagem de sistemas, integração entre softwares, mapeamento de fluxo de documentos, LGPD (fluxo de dados pessoais).

Exemplo: fluxo de dados entre ERP e plataforma de e-commerce, processamento de notas fiscais.

TISistemasLGPD
6
Fluxograma de Documentos
Rastreando papéis e aprovações
Contrato Jurídico cria Revisãogerente Aprovado? Sim Contratoassinado Arquivo digital 🗄️Repositório Não Devolver p/ ajuste

Acompanha o caminho que um documento percorre dentro da organização: quem cria, quem revisa, quem aprova, onde é arquivado. Essencial para compliance, auditorias e processos regulatórios.

Quando usar: aprovação de contratos, tramitação de documentos fiscais, processos de auditoria, conformidade regulatória.

Exemplo: ciclo de vida de um contrato, fluxo de aprovação de ordem de compra.

ComplianceAuditoriaDocumentos
7
Fluxograma Vertical (ASME)
Para processos industriais detalhados
Operação Transporte Inspeção Espera Estoque Descrição Tempo Cortar peça na serra5 min Levar à bancada de solda2 min Soldar componentes15 min Inspecionar solda (visual)3 min Armazenar peça acabada 25 min

O formato mais antigo e padronizado (ASME, 1947). Organizado em colunas verticais com símbolos que indicam tipo de atividade (operação, transporte, inspeção, espera, armazenamento). Muito utilizado em engenharia de produção e lean manufacturing.

Quando usar: análise de tempo e movimento, otimização de linha de produção, estudo de layout fabril.

Exemplo: processo de fabricação com tempos por etapa, fluxo de materiais no chão de fábrica.

IndústriaLeanProdução
8
BPMN (Business Process Model and Notation)
Notação técnica para modelagem avançada
Início Preencherformulário👤 ×Gateway Sim Aprovarsolicitação⚙️ ⏱️Timer 24h Notificarequipe Fim Não Devolver

Notação padronizada internacionalmente (ISO/IEC 19510) para modelagem de processos de negócio. Mais detalhada que fluxogramas tradicionais, com eventos, gateways, subprocessos e mensagens. É o padrão para automação de processos (BPM).

Quando usar: automação de processos, implantação de BPM, documentação técnica avançada, integração entre sistemas.

Exemplo: processo de onboarding automatizado, workflow de aprovação com SLA.

BPMAutomaçãoISO 19510
9
VSM (Value Stream Mapping)
Enxergando desperdícios
FornecedorLead: 5 dias 2 dias CorteCT: 5 minC/O: 15 min 1 dia SoldaCT: 15 minC/O: 10 min 0,5 dia ClienteDemanda: 100/diaTIMELINE 2 dias 1 dia 0,5 dia5 min 15 min Lead time: 8,5 dias Tempo VA: 20 min Eficiência: 0,16%

Mapeia o fluxo de materiais e informações necessários para entregar um produto ou serviço ao cliente. Identifica etapas que agregam valor vs. desperdícios (espera, transporte, retrabalho). É a ferramenta central do Lean Manufacturing e Lean Office.

Quando usar: projetos de melhoria contínua, redução de lead time, eliminação de desperdícios, Kaizen.

Exemplo: mapa do estado atual vs. estado futuro de uma linha de produção.

LeanKaizenMelhoria contínua

3. Tabela comparativa: qual fluxograma usar

Use esta tabela como referência rápida para escolher o tipo certo de fluxograma para cada necessidade:

TipoMelhor paraComplexidadePúblico
Processo (PFD)SOPs, rotinas operacionais, documentaçãoBaixa a médiaEquipes operacionais
DecisãoAprovações, triagem, regras de negócioMédiaGestores, analistas
Funcional (Swimlane)Processos entre departamentosMédia a altaGestão, áreas envolvidas
Diagrama de BlocosVisão macro, apresentações executivasBaixaLiderança, stakeholders
Dados (DFD)Sistemas, integrações, fluxo de informaçãoMédia a altaTI, analistas de sistemas
DocumentosTramitação, compliance, auditoriaMédiaJurídico, compliance, financeiro
Vertical (ASME)Produção industrial, tempo e movimentoAltaEngenharia, produção
BPMNAutomação, BPM, modelagem avançadaAltaAnalistas de processos, TI
VSMLean, eliminação de desperdíciosAltaMelhoria contínua, operações
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4. Quiz: qual tipo de fluxograma usar no seu caso?

Responda 5 perguntas rápidas para descobrir qual tipo de fluxograma é o mais indicado para a sua necessidade.

Descubra o fluxograma ideal

Selecione as opções que melhor descrevem sua situação.

SEU OBJETIVO PRINCIPAL
QUANTAS ÁREAS/EQUIPES ESTÃO ENVOLVIDAS?
NÍVEL DE DETALHE NECESSÁRIO

5. Como criar um fluxograma: passo a passo

1
Defina o escopo

Qual processo será mapeado? Onde começa e onde termina? Quem são os envolvidos? Delimitar o escopo evita fluxogramas gigantes que ninguém consegue ler.

2
Liste todas as etapas

Antes de desenhar, anote em texto todas as etapas do processo na ordem em que acontecem. Inclua decisões, aprovações e exceções. Faça isso com quem executa o processo, não apenas com quem gerencia.

3
Escolha o tipo certo

Use a tabela comparativa da seção 3 ou o quiz da seção 4 para identificar qual tipo de fluxograma é o mais adequado para o processo e o público que vai utilizá-lo.

4
Desenhe usando simbologia padrão

Use os símbolos ISO 5807 (seção 1). Mantenha a leitura de cima para baixo ou da esquerda para a direita. Cada símbolo deve ter um texto curto e objetivo.

5
Valide com quem executa

Mostre o fluxograma para quem faz o processo no dia a dia. Pergunte: “Está faltando alguma etapa? Alguma decisão que não aparece?” A validação evita fluxogramas bonitos que não refletem a realidade.

6
Transforme em ação

O fluxograma não é o destino. É o mapa. Transforme-o em checklist executável, SOP digital ou automação. Um processo documentado que ninguém segue é apenas decoração.

6. Fluxogramas em operações com múltiplas unidades

Em uma única unidade, um fluxograma no mural já ajuda. Em redes com 20, 50 ou 200 unidades, o desafio muda completamente: como garantir que o mesmo processo desenhado no fluxograma seja executado de forma idêntica em todas as unidades?

De fluxograma a checklist digital

Cada etapa do fluxograma vira um item de checklist que a equipe executa via app. O processo sai do papel e entra na rotina. A execução é rastreada com timestamp e evidência fotográfica.

Padronização centralizada, execução distribuída

A matriz desenha os fluxogramas e cria os checklists. Todas as unidades recebem e executam de forma padronizada. Alterações no processo propagam para toda a rede simultaneamente.

Dashboard de conformidade por unidade

Quais unidades estão seguindo os processos? Quais não? Score de conformidade em tempo real, por unidade, região e rede completa. Gestão por visibilidade, não por exceção.

Na prática com o SULTS: fluxogramas de processo se transformam em checklists digitais executáveis pela equipe em campo. Cada execução gera dados que alimentam dashboards de conformidade. +92 mil unidades e +600 mil usuários já operam com essa dinâmica.SULTS
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Perguntas frequentes sobre fluxogramas

Um fluxograma é uma representação gráfica de um processo ou fluxo de trabalho, utilizando símbolos padronizados (retângulos, losangos, setas, ovais) para ilustrar a sequência de etapas, decisões e resultados. A simbologia segue o padrão ISO 5807, adotado internacionalmente.

Os 9 tipos mais usados são: fluxograma de processo (PFD), de decisão, funcional (swimlane), diagrama de blocos, de dados (DFD), de documentos, vertical (ASME), BPMN e VSM (Value Stream Mapping). Cada um é otimizado para um objetivo e público diferentes.

O fluxograma de processo (PFD) é o mais adotado por ser intuitivo e versátil. Serve para documentar SOPs, rotinas operacionais, processos de qualidade e qualquer sequência de atividades com início, meio e fim.

Os símbolos padrão (ISO 5807) incluem: oval (início/fim), retângulo (processo/ação), losango (decisão), paralelogramo (entrada/saída de dados), documento (relatório/formulário) e seta (direção do fluxo). Esses 6 símbolos cobrem a maioria dos fluxogramas empresariais.

O fluxograma tradicional usa simbologia mais simples e é ideal para documentação e comunicação. O BPMN (Business Process Model and Notation) é uma notação técnica padronizada (ISO/IEC 19510) com mais elementos (eventos, gateways, subprocessos, mensagens), voltada para modelagem avançada e automação de processos.

Transformando o fluxograma em checklist digital executável. Cada etapa do fluxograma vira um item que a equipe preenche no dia a dia, com registro, evidência e rastreabilidade. Plataformas como o SULTS automatizam essa transformação para operações com múltiplas unidades.

Fluxograma que não vira ação é só decoração

Fluxogramas são ferramentas poderosas para documentar, comunicar e padronizar processos. Mas o valor real não está no desenho. Está na execução. Um fluxograma no Google Drive que ninguém consulta é tão útil quanto um manual na gaveta.

O próximo passo é transformar processos visuais em rotinas executáveis: checklists digitais, SOPs acessíveis no app, auditorias com evidência. Isso é o que separa empresas que documentam processos de empresas que realmente operam com processos padronizados.

Para redes com múltiplas unidades, o SULTS é a plataforma que conecta documentação de processos à execução no campo, com +92 mil unidades e +600 mil usuários ativos.

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Eduardo Fernandes Gerente de Desenvolvimento de Produtos da SULTS. Com uma forte trajetória multidisciplinar na empresa, onde já ocupou posições de liderança como Head de Marketing e Lead UX/UI Designer , ele possui ampla expertise em Design Thinking, Gestão de Projetos e Experiência do Usuário. Graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pelo IFTM e cursando MBA em Marketing pela ESPM , Eduardo une profundo conhecimento tecnológico a uma refinada visão de negócios. Profissional focado em inovação, sua especialidade é entender como a tecnologia transforma o mercado, garantindo que grandes ideias ganhem vida e gerem valor real

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